Um novo Paradigma, novas oportunidades, novos desafios!

        Vivemos numa era em que tudo muda e se transforma a uma velocidade vertiginosa. O mundo está em permanente processo beta, constantemente em construção, em ebulição e, espera-se, também em evolução. Deixo aqui um exemplo de um site, no meu entender, deveras interessante, que nos transmite factualmente essa mesma alteração constante (http://www.pordata.pt/azap_runtime/# (Alguns dados podem dar-nos alguma réstia de esperança para ultrapassar este momento de “calvíce” monetária precoce que nos atormenta num País a caminhar para a aposentadoria permanente, que vai muito para além dos FMI`s da vida ou como quem diz Foço Monetário Intenso em que mergulhámos sem botija de oxigénio).

        No caso dos consumidores, estes estão cada vez mais informados, exigentes e infiéis no que diz respeito às escolhas que fazem e às marcas que consomem. As suas necessidades e motivações alteram-se num ápice. Portanto, só as empresas que adoptem uma postura extremamente atenta e pró-activa, que consigam detectar essas necessidades mais rapidamente e que consequentemente as consigam satisfazer antes e melhor que a concorrência conseguirão vingar e permanecer neste novo panorama de mercado. A comunicação e as técnicas de criatividade são das principais ferramentas para fazer com essa vontade se verifique,  até porque uma marca que não comunica é uma marca que não existe na mente dos consumidores. No entanto, é necessário salvaguardar que se realiza uma comunicação cuidada e diferenciadora, pois os consumidores são constantemente bombardeados com mensagens publicitárias, levando consequentemente a uma saturação da comunicação. Assim, para impactar correctamente o consumidor sem que este decline imediatamente a mensagem veiculada, é necessário apostar numa mensagem a mais simplificada possível, mas que ao mesmo tempo veicule toda a informação que se pretende que o consumidor assimile (Ries e Trout, 2009), mas que ao mesmo tempo inove, pois todos nós queremos e procuramos sempre algo novo, algo fora do comum, que de alguma forma nos permita dizer que é só nosso e que apenas nós ou a nossa marca tem (Vantagem Competitiva/Factor Diferenciador). Mas, mais do que comunicar é necessário envolver, criar enredo e valor emocional que engaje os consumidores para com a marca. Uma citação de Benjamin Franklin traduz esta necessidade na perfeição “Diga-me e eu esquecerei, Mostre-me e talvez eu lembre, Envolvam-me e eu entenderei.” Porque muitas vezes o Marketing e a Publicidade é vista como uma farsa, uma mentira, uma artimanha para enganar os consumidores e a fazê-los esbanjar dinheiro desnecessariamente. Por consequência, também os profissionais da comunicação e do marketing são percepcionados como sendo mentirosos e trapaceiros, o que no meu entender não corresponde à verdade. Porque tal como refere Seth Godin, os Marketeers e os Publicitários não são mentirosos, são isso sim verdadeiros contadores de histórias, contam as histórias que os consumidores querem ouvir. Porque tal como refere Tibor Kalman ex-designer e já falecido “The original notion of the brand was quality, but now brand is a stylistic badge of courage” (Klein, 2000, pp. 44) as marcas já não se restringem ao produto que designam, vão muito para além disso, são um estilo de vida, uma atitude, um conjunto de valores, uma expressão, um conceito, albergam uma soma infindável de dimensões. As marcas ganharam um exponencial poder expressivo e identitário, levando por conseguinte a profundas e necessárias mudanças, quer na forma de as comunicar, na forma de as criar e até na maneira como são utilizadas pelos consumidores. Um exemplo que espelha as alterações que ocorreram ao longo dos anos no que toca design, mais propriamente no que respeita aos logótipos presentes no vestuário, estes têm vindo a aumentar cada vez mais, passando-se para a ideia de os consumidores podem ser vistos como um “outdoor humano”. (Klein, 2000)

        Concluindo, por tudo o já referido os profissionais da comunicação terão de adoptar estratégia de comunicação cada vez mais integradas, que não se cinjam a apenas uma ou duas técnicas publicitárias e criativas, mas sim estratégias globais, que combinem as valências de cada um dos meios e de cada uma das técnicas criativas e publicitárias, que impactem e que sejam disruptivas, para que assim consigam influenciar os consumidores no decorrer do seu processo AIDA (Atenção, Interesse, Desejo, Acção) destacando-se num panorama de comunicação totalmente saturado e assim, suplantar a concorrência.

        Neste blog irei abordar algumas dessas técnicas publicitárias que permitem que essa pretensão seja satisfeita. As técnicas por mim abordadas serão: o Marketing Digital, o Marketing One-to-One, o Marketing de Guerrilha, Marketing Viral e o Marketing Sensorial. Além de explicar um pouco cada uma das técnicas, abordando aspectos como a sua aplicabilidade, vantagens e desvantagens, darei para cada uma alguns exemplos que no meu entender as ilustram na perfeição, bem como têm o carácter de unicidade e criatividade que os publicitários devem ter em mente na criação publicitária.

Referências Bibliográficas:

GODIN, Seth [2006] As Mentiras do Marketing. Editorial Presença, 2ª ed,  pp. 176.

RIES, Al; TROUT, Jack [2009] Posicionamento: a Batalha pela Sua Mente. Pioneira,8ª edição, pp.188.

KLEIN, Naomi [2000] No logo- No Space, No Choice, No Jobs . Picador, pp. 495.

KOTLER, P.& Armstrong, G. [1998] Principios de Marketing. Rio de Janeiro, LTC.

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